A FAMILIA BRASILEIRA QUE NUNCA RECEBEU TANTO PARA GASTAR FOI UMA DAS RESPONSAVEIS PELO RESULTADO DO PIB
Com todos os indicadores da economia apontando crescimento as famílias foram às compras nesse imenso shopping Center chamado Brasil, dentro das lojas ficam os vendedores, agropecuária, indústria, e principalmente o setor de serviços, do outro lado ficam os compradores, “todos os brasileiros” que pela primeira vez na história tiveram uma renda média de 19.000 reais por ano, o resultado foi que as famílias compraram mais de 70% do que o pais produziu, o que sobrou ficou com o governo e com as empresas, a não foi pouco em 2010 o pais produziu mais de 3 trilhões e 600 bilhões de reais o aumento do PIB de 7,5% foi o maior desde os últimos 24 anos.
Guido mantega: na comparação internacional entre os países do G20 o Brasil é o 5° pais que mais cresceu em 2010 ficando atrás da china, índia, e Turquia.
Para os especialistas o PIB de 2010 não reflete um crescimento e, sim uma recuperação quando se compara a riquezas produzidas em 2009 um ano cheio de incertezas por causa da crise financeira.
É uma recuperação seja para base de comparação sendo muito reduzida, cerca de 3,1% do PIB dentro dos 7,5% foi decorrente do ano de 2009 ter sido recessivo.
A presidente Dilma rouseff comemorou o resultado, disse que vamos crescer, mas um pouco menos.
Nós acreditamos que vamos repetir esses 7,5% ano que vem, mas ficaremos na faixa dos 4,5 % tranquilamente.
A expansão foi mesmo forte em 2010 o país não crescia tanto desde a década de 80, mas a situação hoje é diferente, no final de 2010 já havia sinais de desaceleração em vários setores como a indústria. O governo retirou estímulos tributários, tende a reduzir gastos, vem tomando medidas para segurar o consumo. Tudo isso deve resultar em uma expansão bem menor este ano, as projeções mais otimistas falam em 4,5%, mas dependendo do cenário externo e da expansão da economia mundial e da forma como o banco central terá de calibrar os juros e conter a inflação, o avanço pode ser ainda menor, o Brasil precisa de mais tempo mesmo para agilizar investimentos estruturais e produtivos para poder bancar um crescimento maior a longo prazo, as pressões de preços e os apagões estão ai para mostrar que ainda não estamos preparados
jornal do SBT
